Inovações tecnológicas trouxeram muitos benefícios para a área médica. Alguns desses instrumentos acabaram se popularizando de tal forma que eles próprios viraram símbolo da atuação dos profissionais da saúde.

Iremos falar de alguns destes instrumentos. De caráter mais informativo e lúdico, apresentaremos aqui em algumas linhas a história e o nome de pessoas que contribuíram para o avanço da medicina por algum invento.

Sem nunca esquecer: a medicina é uma prática humana, que os equipamentos servem para auxiliar o profissional na sua atuação. Para o paciente, o profissional que faz um excelente atendimento é um nome a ficar na história. Vamos mergulhar um pouco em conhecimento no post de hoje, dá uma olhada:

Microscópio

Primeiro item da nossa lista é para dar a visão além do alcance. A palavra microscópio tem origem grega, nos radicais “micro-“ que significa pequeno, e “scópio” que significa o verbo ver, mas também tem o sentido de examinar com atenção. Assim, é algo para se ver o que é pequeno.

Realmente pequeno, diga-se. Quando mais apurado foi se tornando este instrumento, mais doenças passaram a serem catalogadas e mais agentes causadores passaram a ser identificados. Quanto maior se torna a capacidade do ser humano em enxergar, menor o mundo fica.

O uso do vidro para auxiliar na visão já é apontado desde os egípcios. Não se saber ao certo, por isso, querem foram os inventores dos óculos. Mas, dois comerciantes de lentes de óculos são considerados os inventores do microscópio. Foram os holandeses Hans e Zacharias Janssen, pai e filho respectivamente. Isso no ano de 1590.

Naquele tempo a Holanda dominava o comércio marítimo. Um dos produtos mais comerciados – e falsificados – eram os tecidos. Por encomenda de comerciantes de tecidos, pai e filho adaptaram um aparelho para permitir examinar com maior rigor os produtos. Não demorou muito para as pessoas começaram a examinar outras coisas, como alimentos, plantas, animais e começarem a fazer anotações sobre esse mundo micro.

Estetoscópio

Se pedir para alguém desenhar, ou mesmo descrever, um personagem médico, é bastante provável que seja desenhado uma pessoa de jaleco branco segurando um estetoscópio. Profissionais de jaleco branco podem indicar vários tipos – professor, cientista, químico – mas o estetoscópio tem uma relação afetiva com o campo médico quase que indissociável.

Se o primeiro item da lista é para ver melhor, este é para ouvir melhor. Também formado de duas palavras gregas, “esteto-“ que significa peito, e “scópio” que como dito

acima, significa o verbo ver, mas também examinar com atenção. Assim, o estetoscópio é para examinar com atenção o peito.

É atribuída a invenção deste aparelho a René Laennec, no ano de 1816. Médico francês de família médicos, publicou neste ano um tratado sobre o uso do auscultador para se escutar os órgãos internos, principalmente da caixa torácica. O primeiro modelo não tinha a forma como nós conhecemos hoje, era uma espécie de corneta que o médico colocar no ouvido de depois encostava a outra extremidade no corpo do paciente.

Mais bem expresso aqui seria “da” paciente. Conta a lenda que o doutor Laennec ficava envergonhado de encostar nos seis das pacientes quando colocava sua cabeça sobre o peito delas – tocando assim os seios – para ouvir o coração. Por isso, inventou o aparelho para manter uma distância que se sentia confortável em relação às pacientes.

Bisturi Por fim, uma palavra que não veio da língua grega. Citando o site J. M. Rezende, temos que: “Ambroise Paré (1506-1590) foi o primeiro a empregar o bisturi como instrumento cirúrgico e em seus trabalhos encontram-se indiferentemente as duas formas: bistouri e pistolet. O instrumento foi aperfeiçoado para uso cirúrgico, prevalecendo o primeiro nome, que se difundiu a outros idiomas: inglês, bistoury; espanhol; bisturi; português, bisturi. Em italiano coexistem as formas bistori, bistorino e bisturi, com preferência para esta última. Em português também já se empregou bistori, como se lê nos dicionários de Moraes, Vieira e Aulete.”

No mesmo artigo, no mesmo site, há a explicação do porque do afrancesamento da palavra. Por Amboise Paré não dominar a língua latina, acabou escrevendo todos os seus trabalhos em língua francesa, o que, por vezes, foi visto como motivo de menosprezo pelos pares. A moral da história é que os trabalhos de Paré prevaleceram e hoje nos referimos ao instrumento cirúrgico por meio de uma palavra inventada por ele.

É preciso dar o destaque pela invenção da palavra e descrição da técnica de como usar. Atribuir a invenção do bisturi a Paré é difícil porque os médicos das legiões romanas já usavam instrumentos semelhantes, bem como os astecas usavam lâminas de obsidianas para cirurgias (incluindo cirurgias oculares).

Uma inovação nos dias atuais

Você deve ter notado que da maneira como organizamos as informações aqui, foram selecionados dois instrumentos que ampliaram a ação dos sentidos humanos. Um para ver melhor, outro para ouvir melhor. Depois de tudo isso, a cirurgia…

Outra coisa em comum estes três possuem: estão nas mãos dos médicos para serem bem empregados. Tal como o celular, que se associa dessa maneira às inovações tecnológicas.

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