Já são quase 50 anos da música que embalou a seleção e o torcedor brasileiro na conquista da Copa do Mundo do México: “90 milhões em ação / pra frente Brasil / no meu coração”. A seleção brasileira não é mais tri, nem a população brasileira é 90 milhões; os dois índices aumentaram.

Não foi só a população brasileira que aumentou, a mundial também. São raros os países nos quais não se pode observar o crescimento populacional. Consequentemente, o aumento na demanda por serviços e bens de consumo.

Vamos destacar neste texto três principais índices numéricos que traçam um panorama da saúde do brasileiro em relação aos serviços de atendimento médico-hospitalar.

 Sistema Único de Saúde – SUS

O jingle que embalou o sonho da conquista do tricampeonato na Copa do México, em 1970, dava uma pista do tamanho da população brasileira naquela década. Era época da popularização da TV a cores e de 92 milhões de cidadãos; hoje é a época da popularização da internet e de 207,7 milhões de cidadãos.

Isso de acordo com dados oficiais do IBGE. Você pode, inclusive, acompanhar o aumento da população brasileira em tempo real no site desta instituição.

E toda essa população tem acesso garantido por lei ao SUS, que é a sigla para Sistema Único de Saúde. Para explicá-lo, ninguém melhor que o próprio Ministério da Saúde:

“O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Amparado por um conceito ampliado de saúde, o SUS foi criado, em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros.”

O bom observador notou a população brasileira de 1988, no tempo de escrita da Constituição: quase 100 milhões de pessoas a menos que hoje. O sistema continua gratuito, mas enfrenta nas filas o seu maior desafio.

Inversão da Pirâmide Etária

O livro Relações entre as alterações históricas na dinâmica demográfica brasileira, do demógrafo Celso Simões, explica em detalhes os motivos que levaram a inversão da pirâmide etária brasileira. Para citar um motivo, temos o aumento da expectativa de vida: quando em 1945 era de 43 anos, hoje em dia é de 73 anos.

Por inversão de pirâmide etária queremos significar que há mais população adulta e idosa no Brasil, do que de jovens. Complementando com os dados do capítulo anterior, a população brasileira não apenas aumento significativamente nas últimas décadas, como também envelheceu.

Dentro das terminologias específicas, há quem diga que o Brasil não é um país “envelhecido”, mas em “franco processo de envelhecimento”. De todo modo, você já deve ter tido essa sensação de que o número de idosos está aumentado, de que hoje a fila do caixa preferencial já é maior do que a fila do caixa comum.

Outro indicador importante desta situação são as batalhas políticas pela reforma previdenciária. O jovem brasileiro de hoje precisa começar a se preocupar com a previdência social muito antes que seus pais, ou corre o risco de ficar desassistido no momento da vida em que se é mais frágil. Devido essa fragilidade, já existem portais na internet voltados à saúde do idoso.

Brasileiros x Doenças

Como estamos falando da saúde em números, não poderia deixar de faltar uma lista com elas, as doenças mais fatais para o brasileiro. Os dias na Terra acabarão para todos, mas esta lista nos desenha um mapa dos hábitos dos brasileiros e, muitas vezes, de sua postura em relação com a própria saúde.

Quantas destas doenças poderiam ser evitadas – ou mais bem combatidas – se o brasileiro se alimentasse melhor? Se buscasse alternativas e terapias para o estresse? Se largasse o cigarro, inimigo número 1 da saúde de acordo com as campanhas sucessivas do Ministério da Saúde?

De todo modo, vamos à lista:

1 – doenças cerebrovasculares;

2 – infarto agudo do miocárdio;

3 – pneumonia;

4 – diabetes mellitus;

5 – doenças hipertensivas;

6 – bronquite, enfisema, asma;

7 – insuficiência cardíaca;

8 – câncer de pulmão;

9 – cirrose e doenças crônicas do fígado;

10 – câncer de estômago;

11 – miocardiopatias;

12 – septicemia;

13 – câncer de mama;

14 – câncer de próstata;

15 – aids;

16 – insuficiência renal;

17 – câncer de cólon;

18 – câncer de fígado;

19 – câncer de esôfago;

20 – câncer de pâncreas. Essa foi uma pesquisa realizada pela revista Exame em 2016.

Demografia Médica

Você já se perguntou qual o significado da palavra médico? Sim, é o profissional formado em medicina apto para exercê-la. Mas qual a origem dessa palavra, de onde essa palavra veio? Veio da língua latina, mas isso não responde muito.

Em latim, o adjetivo medicus tem sua origem no verbo medere que significa: cuidar, tratar, remediar, em sentido mais amplo, curar. Assim, médico é aquele que cuida, que trata, …

Com os dados que estamos apresentando ao longo deste texto, desde do tamanho na população brasileira até as doenças mais fatais no nosso país, é de se pensar se há profissionais médicos para todos. Filas parecem ser cada vez mais constantes, o que cria certeza de que não.

Pode não ter profissionais médicos o suficiente ainda, mas a situação melhorou muito nos últimos anos no Brasil. Para se ter uma ideia, a média nacional de médicos é de 2,1 profissionais para cada grupo de 1.000 habitantes. A densidade de médicos no estado de São Paulo é de 2,71 profissionais para cada grupo de 1.000 habitantes. Esses dados, e muitos outros, estão disponíveis no interessante site Demografia Médica. Vale a pena conferir.

Como lidar com isso tudo?

Embora a razão de médico por habitante de São Paulo esteja em pé de igualdade com países como EUA, a razão do Brasil precisa aumentar em muito. Além do crescimento populacional, alguns hábitos ruins têm tornado a saúde da população mais frágil.

Para lidar com tudo isso, o profissional médico preciso estar preparado: estudar constantemente, trocar informações com colegas, acompanhar os pacientes. Muita a fazer em tão pouco tempo.

A melhor estratégia para o médico é otimizar seu tempo. Encontrar dados do paciente mais rapidamente, saber quais exames foram feitos e seus resultados; somado a tudo isso, agilidade na hora de marcar e remarcar consultas. Como forma de otimizar tempo, conte com o Mediclick pra essas e outras funções.